Notícias
SES promove ação sobre autismo em adultos e reforça inclusão no ambiente de trabalho
Com o objetivo de ampliar o olhar sobre o autismo na vida adulta e promover um ambiente de trabalho mais inclusivo, a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES) realiza, nesta quarta-feira (22), uma ação voltada aos servidores da sede, na área de convivência da instituição. A iniciativa integra a programação do mês de conscientização sobre o autismo e é desenvolvida por meio do projeto “Meu Trabalho Me Faz Bem”.
A atividade busca sensibilizar os trabalhadores sobre a importância da identificação e do respeito às características de pessoas autistas na fase adulta, um tema ainda pouco discutido. A proposta é fortalecer a cultura de inclusão dentro do serviço público, estimulando o acolhimento, a escuta qualificada e a compreensão das diferentes formas de funcionamento e interação no ambiente profissional.
De acordo com a coordenadora do projeto “Meu Trabalho Me Faz Bem”, Elaine de Farias, a ação surge a partir da necessidade de olhar com mais atenção para uma realidade já presente dentro da própria instituição. “O mês de abril traz a temática do autismo no calendário do SUS, e a gente já identificou pessoas adultas na SES com diagnóstico e outras com indícios que ainda precisam ser investigados. Então, entendemos a importância de abraçar esse tema, trabalhar a inclusão e o respeito no ambiente de trabalho, porque muitas vezes algumas características podem ser mal compreendidas no dia a dia”, explicou.
A iniciativa também tem como objetivo orientar os servidores sobre como acolher e apoiar esses trabalhadores. “A ideia é que a gente possa ajudar, identificar outros possíveis casos e garantir que essas pessoas sejam respeitadas e acolhidas dentro dos seus direitos. Por isso, estamos trazendo essa ação com o apoio da terapia ocupacional, para fortalecer esse cuidado e essa compreensão dentro da SES”, completou.
A terapeuta ocupacional da SES, Wendy Chrystyan, reforçou que o debate sobre o autismo na fase adulta ainda é pouco comum, apesar de ser uma realidade presente no ambiente de trabalho. “Geralmente, o autismo é mais associado à infância, mas ele também está presente na vida adulta, inclusive no contexto profissional. Muitas pessoas chegam a essa fase sem diagnóstico e começam a se questionar sobre comportamentos e dificuldades vivenciadas ao longo da vida”, pontuou.
Segundo a terapeuta, a ação busca justamente abrir espaço para informação, acolhimento e orientação. “Dentro do acompanhamento em terapia ocupacional, a gente identifica dificuldades que vão além do trabalho, como sobrecarga, estresse e desmotivação. Por isso, é importante pensar em estratégias e adaptações no ambiente laboral para melhorar o desempenho e a qualidade de vida dessas pessoas”, explicou.
Durante a atividade, os servidores têm acesso a orientações práticas, materiais educativos e estratégias que podem auxiliar no dia a dia de trabalho, como recursos de regulação sensorial, organização de rotina e adaptação de tarefas. A proposta também inclui momentos interativos para esclarecer dúvidas e desmistificar conceitos sobre o transtorno do espectro autista (TEA).
“A gente quer mostrar que nem toda dificuldade está relacionada à falta de interesse ou desmotivação. Muitas vezes, existe uma necessidade real de ajustes e acompanhamento. Esse é um momento para refletir, acolher e pensar em formas mais inclusivas de convivência no trabalho”, destacou.
O evento também reforça a importância de discutir o autismo na vida adulta, promovendo conscientização sobre diagnósticos, adaptações no ambiente de trabalho e estratégias que contribuam para a qualidade de vida dos servidores. A iniciativa apresenta recursos práticos que podem auxiliar pessoas com transtorno do espectro autista a melhorar seu desempenho profissional, fortalecendo um ambiente mais acessível, respeitoso e inclusivo.
Por meio do projeto “Meu Trabalho Me Faz Bem”, a SES reforça seu compromisso com o cuidado integral à saúde do trabalhador, promovendo ações que vão além do bem-estar físico e alcançam aspectos emocionais e sociais. A iniciativa contribui ainda para o fortalecimento de um ambiente institucional mais humano, inclusivo e preparado para respeitar as singularidades de cada servidor.