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Livro escrito por mulheres da Polícia Penal Federal é inspirado em obra de autoras paraibanas da Seap-PB
O livro "Mulheres na Polícia Penal Federal – da linha de frente à gestão: há 20 anos sustentando estruturas e deixando legados", lançado na terça-feira (24), na Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), em Brasília, e que está disponível na versão PDF link: Mulheres_na_PPF_Livro_15x21cm_102pgs_Digital____2_.pdf registra que a obra foi inspirada no livro produzido aqui no estado "Mulheres que fazem acontecer no Sistema Penitenciário da Paraíba".
Confira o que escreveu no posfácio a Policial Penal Federal Emanuelle Souto, idealizadora e coautora do projeto: "Este projeto editorial foi inspirado na obra Mulheres que fazem acontecer no Sistema Penitenciário da Paraíba, organizada pelo policial penal paraibano Josélio Carneiro e publicada em 2024. O livro reuniu 36 autoras de diferentes áreas do sistema penitenciário e deu visibilidade a trajetórias marcantes na Paraíba. Reconhecendo a força dessa iniciativa, buscamos construir, no âmbito da Polícia Penal Federal, uma obra igualmente coletiva e inspiradora, capaz de fortalecer a identidade, a memória e o reconhecimento das mulheres que fazem a diferença na PPF".
O secretário da Administração Penitenciária da Paraíba, João Alves, parabeniza a SENAPPEN e as autoras do livro ao mesmo tempo em que agradece pelo reconhecimento à obra escrita pelas mulheres paraibanas.
Pela iniciativa da obra paraibana e por incentivar as policiais penais federais a escreverem seu livro, Josélio Carneiro foi convidado pela SENAPPEN e participou do lançamento da obra, tendo sua presença registra por Emanuelle Souto, que agradeceu.
O livro Mulheres na Polícia Penal Federal reúne relatos e reflexões escritos por servidoras da ativa e aposentadas de todas as penitenciárias federais, garantindo um retrato diverso das vivências, experiências e percepções dessas profissionais a partir da perspectiva feminina. A iniciativa partiu do Comitê de Diversidade da SENAPPEN e foi estruturada em quatro capítulos temáticos, reunindo relatos de mulheres que atuam diretamente nas rotinas e atividades operacionais, em espaços de liderança e gestão, na produção científica e formulação de políticas, além das áreas administrativas e técnicas que mantêm o sistema em funcionamento.
Emanuelle Souto, também fez uma homenagem às mulheres presentes e às que contribuíram para a construção da obra. “Este livro foi construído por muitas mãos, muitas histórias e, principalmente, por mulheres corajosas que aceitaram compartilhar parte de suas trajetórias para inspirar outras que ainda virão. Este livro é mais do que um conjunto de relatos: ele é a materialização de uma política de gênero, um dos eixos de atuação do Comitê de Diversidade da SENAPPEN. Que esta obra inspire, fortaleça e abra caminhos para que, no futuro, não seja mais necessário provar que podemos, porque estaremos, de forma natural, onde sempre deveríamos estar”, destacou.
O lançamento ocorre em um ano emblemático, em que a Polícia Penal Federal completa 20 anos de atuação. Além disso, o mês de março marca as reflexões sobre os direitos das mulheres. O evento contou com a participação de representantes femininas de diversas forças de segurança, como a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Força Nacional, polícias civis e militares, Corpo de Bombeiros e Exército Brasileiro, evidenciando a presença e a união feminina entre diferentes instituições.
Durante a solenidade, houve também um momento de pausa e solidariedade em memória da guarda municipal Dayse Barbosa, vítima de feminicídio, além de uma homenagem a todas as mulheres que sofreram qualquer tipo de violência.
Durante sua fala, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, chamou atenção para os ciclos de violência enfrentados por muitas mulheres e reforçou a importância de buscar apoio e interromper esse processo.
“Que sejamos todos parceiros nessa jornada, nesse caminho de enfrentamento a essa cultura machista, a esse verdadeiro atraso civilizatório que é a violência doméstica e familiar contra a mulher, que não é só contra a mulher, mas contra os filhos também, que são vítimas diretas desse processo desde a infância”, enfatizou.
Outro momento marcante do evento foi a homenagem a Marley Santos, a primeira Policial Penal Federal a tomar posse na instituição, que recebeu uma placa simbólica representando todas as mulheres que fazem parte da história da PPF.
A presidente do Comitê de Diversidade da SENAPPEN e também organizadora do livro, a Policial Penal Federal Ane Silva, destacou as múltiplas dimensões que compõem as trajetórias das mulheres retratadas na obra, como maternidade, liderança e atuação profissional sob a perspectiva feminina.
“Como pesquisadora da comunicação no ambiente de trabalho, afirmo que a comunicação é um espaço de poder. E muitas vezes é nela que aparecem as micro e macroagressões. Elas nem sempre são explícitas, mas são sentidas. A administração pública é feita para funcionar, e para que funcione bem, é necessário cuidar das pessoas que fazem essa instituição acontecer. E as mulheres são parte essencial dessa construção. Porque toda história é feita de pessoas. E em todas as histórias, há mulheres”, afirmou.
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Ascom/Seap-PB com Divisão de Comunicação da SENAPPEN
Fotos: Yuri Urbano /SENAPPEN e Cindy Campêlo