Notícias

Mulheres egressas

Saúde mental é tema de segunda oficina do Escritório Social

publicado: 26/06/2026 10h00, última modificação: 26/06/2026 10h00
curso egressas.jpeg

O Escritório Social em parceria com o Lapsus/Universidade Federal da Paraíba (UFPB), realizou a segunda oficina com a temática “Mulheres e Saúde Mental”, que teve sua conclusão na última terça-feira (14). Desta vez a abordagem foi o direito à saúde mental tendo como público-alvo mulheres egressas do Sistema Prisional, acompanhadas pela equipe técnica do Escritório e com as orientações sobre a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

A transição para fora da prisão é um momento de alta vulnerabilidade. Questões estruturais e psicológicas se entrelaçam na vida dessas mulheres. Muitas vezes, as egressas encontram barreiras para acessar os serviços essenciais na RAPS, dificultando o acompanhamento psicológico ou psiquiátrico contínuo. 

O Lapsus trouxe para a oficina o direito à saúde mental das mulheres e realizou dinâmicas mostrando os equipamentos da RAPS, com todas as diretrizes e articulações para orientar e informar as mulheres de como acessar essa rede.  A RAPS é composta por casa de acolhimento, consultório na rua, CAPS, Unidade Básica de Saúde, UPA24H, Samu e outros. Toda essa rede tem como objetivo atender e acompanhar as pessoas acometidas de questões referentes a saúde mental.

O acesso a RAPS pelas mulheres egressas do sistema prisional exige atenção a fatores que vão muito além da ausência de transtornos psiquiátricos. O encarceramento promove o adoecimento, potencializado por abandono familiar, violência estrutural e estigmas sociais. O acolhimento após a privação de liberdade e o suporte em rede são essenciais para evitar o agravamento da saúde mental desse público. 

O abandono familiar durante ou após o cumprimento da pena afeta drasticamente a vida das mulheres, surgindo sintomas como ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. Durante a oficina foram apresentados depoimentos de várias mulheres que passaram e passam por várias situações, principalmente diante das discriminações e estigmas difíceis de superar.

A psicóloga Elzenir Campos explicou a importância das oficinas para as mulheres acompanhadas pelo Escritório Social. “Essa oficina proporcionou compreender o que é a RAPS, seu funcionamento, como acessá-la e quando será preciso buscar o atendimento. Esse trabalho é fundamental para fortalecer o direito à saúde mental das mulheres egressas do sistema Prisional”, finalizou.

A gerente Executiva do Escritório Social, Anna Paula Batista, completou que é fundamental trazer abordagens sobre temas pertinentes e que vão ajudar na melhoria da conduta, do comportamento, e até da vida dessas mulheres. “É de todo experiências, troca de entendimentos, partilhas de vida no, e pós-cárcere, além de orientar e motivar as mulheres a trilhar por caminhos de esperanças e de apoio, coisa que sempre lhes faltam nos momentos mais difíceis”, concluiu Anna Paula.  Ass oficinas são ministradas pela professora Gilmara Medeiros e sua equipe, do projeto Lapsus-UFPB.

Ascom/Seap-PB