Notícias

Cendac instala banco vermelho e reforça combate à violência contra mulheres

publicado: 27/08/2025 10h46, última modificação: 27/08/2025 17h02
1 | 3
2 | 3
3 | 3
unnamed-19.jpg
unnamed-18.jpg
unnamed-17.jpg

O Centro de Apoio à Criança e ao Adolescente (Cendac) instalou, nessa terça-feira (26), no hall da instituição, o Banco Vermelho, símbolo de denúncia da violência contra as mulheres no Brasil. A solenidade marca a nova etapa da campanha de mobilização e enfrentamento da violência contra as mulheres ‘Por Todas Nós e Por Elas Também - Pela Vida das Mulheres’, iniciada em abril deste ano. 

“Esse é um momento muito importante para todos nós, do Cendac, porque representa mais um passo em nossa campanha, chamando a atenção da sociedade para se engajar na luta contra a violência contra as mulheres e contra o feminicídio. Seguimos assim, informando e dialogando com a sociedade sobre os serviços que atendem às mulheres vítimas de violência em nosso estado, e fazendo um chamamento a todas as pessoas para denunciar e acolher as mulheres, contribuindo dessa forma para coibir este tipo de violência”, afirmou a presidenta do Cendac, Valquíria Alencar. 

Na ocasião, foram distribuídos os materiais da campanha e uma carteira para documentos com os telefones dos serviços da rede de atendimento às mulheres vítimas de violência no estado da Paraíba. O jovem estudante Davi Félix, de 14 anos, emocionou os presentes, ao declamar o cordel “Vozes que não se calam”, de sua autoria, que trata sobre a temática do evento.

A coordenadora das Delegacias da Mulher na Paraíba (Deams), delegada da Polícia Civil Sileide Azevedo, prestigiou o evento, e considerou a iniciativa do Cendac importante para fomentar o debate e a conscientização social sobre a violência de gênero. “A instalação do Banco Vermelho no Cendac é um memorial que nos reporta às vítimas de feminicídio, em particular às mulheres paraibanas que tiveram suas vidas ceifadas. Ele nos lembra que, enquanto sociedade, precisamos nos comprometer com o enfrentamento a essa grave violação de direitos humanos, a violência contra a mulher”, enfatizou. 

A coordenadora das Deams na Paraíba lembrou ainda que por meio do canal 197 da Polícia Civil, qualquer pessoa pode fazer denúncias anônimas sobre situações de violência contra a mulher, e assim, “interromper a espiral de violência que pode levar ao feminicídio. Este deve ser um compromisso de todos”, frisou.

 

Também prestigiaram o evento, o delegado da Polícia Civil, Pedro Ivo Soares; a coordenadora do Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra, Liliane Oliveira; Cybelle Gonçalves da Rocha, representando a Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana; a coordenadora da Ong Centro da Mulher 8 de Março, Irene Marinheiro; a professora Fernanda de França, da diretoria do Sintep/PB; a assistente social e coordenadora da Associação Atlética de Pessoas com Deficiência da Paraíba (AAPD); a representante da ONG Givim, Cláudia Martins; e estudantes das escolas Daura Santiago Rangel, escola municipal Anayde Beiriz e Gustavo Capanema.

 

A história do Banco Vermelho – A ideia em colocar bancos em praças públicas, pintados com a cor vermelha, partiu de duas amigas da cidade do Recife (PE), que perderam amigas para o crime de feminicídio. O objetivo da instalação dos bancos é fazer com que as pessoas que nele sentam, pensem, reflitam, levantem-se e ajam no combate à violência contra as mulheres. Em João Pessoa, a Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana instalou no Parque Solon de Lucena um destes bancos, em tamanho gigante, com informações sobre a violência de gênero e os números dos serviços onde as mulheres podem conseguir ajuda para sair do ciclo da violência.