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FCJA: Unidade Tambaú exibe filme e promove debate com a atriz Zezita Matos nesta sexta

publicado: 13/05/2026 11h16, última modificação: 13/05/2026 11h20
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Em referência ao Dia das Mães, comemorado no último domingo (10), a Unidade Tambaú da Fundação Casa de José Américo (FCJA) exibe nesta sexta-feira (15), às 10h, o filme ‘O Céu de Suely’, com a presença da atriz paraibana Zezita Matos, uma das protagonistas do longa-metragem. A exibição ocorre na sala que abriga a Academia Paraibana de Cinema (APC) na Unidade Tambaú, localizada à Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, 122, no Bairro de Tambaú, em João Pessoa.

É um momento pensado para acolher, emocionar e promover reflexões sobre a maternidade, os afetos e desafios vividos pelas mulheres nordestinas”, adianta a pedagoga Giovanna Barroca, coordenadora da Unidade Tambaú, ressaltando que a sessão contará com a presença especial da atriz Zezita Matos. “Ela participará de uma roda de conversa após a exibição, comentando sobre sua personagem, os bastidores da obra e as camadas sociais e humanas presentes na narrativa, construindo um diálogo com as experiências das mães que estarão presentes”.

De acordo com Giovanna, o encontro também abrirá espaço para refletir sobre as múltiplas tarefas que atravessam a vida das mães nordestinas: mulheres que, muitas vezes, sustentam seus lares emocional e materialmente, reinventando diariamente formas de cuidado, resistência e amor pelos seus filhos. “A proposta é transformar o cinema em um espaço de escuta, identificação e valorização das trajetórias femininas e maternas”.

O céu de Suely é um filme teuto-brasileiro-francês de 2006, produzido pela VideoFilmes, do gênero drama, dirigido por Karim Aïnouz. Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. O filme também recebeu 19 prêmios nacionais e internacionais.

No longa-metragem, Hermila (Hermila Guedes), tem 21 anos, nasceu e foi criada na pequena cidade de Iguatu, Ceará, na Região Nordeste. Grávida, tenta a vida em São Paulo com o namorado. Meses depois, não conseguindo emprego, porém, volta à cidade natal. Aguarda por um mês o retorno do namorado, pai da criança, que some, sem deixar pistas. Ao perceber que foi abandonada, resolve mais uma vez fugir daquele lugar, mas, desta vez, para o Rio Grande do Sul, onde talvez existam condições melhores. Sem dinheiro para a viagem, ela adota o pseudônimo de Suely, e resolve rifar o próprio corpo entre os homens da cidade. O vencedor terá o que ela define “uma noite no paraíso”. Sua atitude gera muita polêmica entre a população local, e principalmente entre sua família. Enquanto o prêmio da rifa não sai, ela ainda tem que terminar uma questão mal resolvida com um ex-namorado de adolescência.

A Unidade Tambaú foi inaugurada em 28 de março de 2025, como equipamento de expansão avançada da Fundação Casa de José Américo, acomodando os acervos existentes e os que estão sendo anexados ao repertório bibliográfico, documental e arquivístico da instituição. É uma forma de expandir o serviço da Fundação e, ao mesmo tempo, criar uma nova leva de usuários.