Notícias

Hemodinâmica de Campina Grande fortalece reabilitação de pacientes neurológicos

publicado: 02/06/2026 17h49, última modificação: 02/06/2026 17h49
1 | 3
2 | 3
3 | 3
Hemodinâmica de Campina Grande fortalece reabilitação de pacientes neurológicos com protocolo de eletroestimulação neurofuncional  (1).jpeg
Hemodinâmica de Campina Grande fortalece reabilitação de pacientes neurológicos com protocolo de eletroestimulação neurofuncional  (2).jpeg
Hemodinâmica de Campina Grande fortalece reabilitação de pacientes neurológicos com protocolo de eletroestimulação neurofuncional  (3).jpeg

O serviço de Hemodinâmica de Campina Grande, localizado no Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes e gerenciado pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), vem se destacando pela adoção de práticas inovadoras voltadas à recuperação funcional de pacientes neurológicos. Uma dessas práticas é a utilização do protocolo de eletroestimulação neurofuncional, uma estratégia terapêutica baseada em evidências científicas que auxilia na reabilitação motora e na prevenção de complicações decorrentes da imobilidade prolongada, a exemplo de pacientes de acidente cardiovascular cerebral (AVC). 

O protocolo consiste na aplicação de correntes elétricas do tipo Estimulação Elétrica Funcional (FES) no sistema nervoso e muscular, por meio de parâmetros terapêuticos previamente estabelecidos. A técnica é utilizada em pacientes com alterações motoras de origem neurológica, inclusive naqueles que se encontram sob ventilação mecânica. Nesses casos, a eletroestimulação contribui para prevenir a fraqueza muscular adquirida durante a internação, podendo ser aplicada até mesmo em pacientes sedados, quando não há contraindicações.

A aplicação do protocolo é realizada pelos fisioterapeutas intensivistas que atuam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e na enfermaria da Hemodinâmica. A indicação do tratamento ocorre após avaliação diária garantindo segurança, critérios clínicos adequados e objetivos terapêuticos individualizados para cada paciente.

De acordo com o coordenador de Fisioterapia do serviço de Hemodinâmica de Campina Grande, Henrique Veras, a implantação do protocolo teve como principal objetivo padronizar e qualificar o tratamento oferecido aos pacientes com alterações neurológicas e funcionais. “Estamos conseguindo promover maior segurança, eficácia terapêutica e recuperação ainda no período hospitalar, o que vem trazendo resultados positivos para os pacientes”, afirmou.

Uma das pacientes que apresentou melhora no seu quadro de saúde a partir do protocolo de eletroestimulação neurofuncional foi dona Severina da Silva, que enfrentou um AVC, mas foi acompanhada pela equipe da Hemodinâmica de Campina Grande e recebeu alta hospitalar. “Desde o momento em que ela chegou ao serviço, o atendimento foi maravilhoso. Ela não estava mexendo nem os dedos das mãos e hoje ela fica até de pé, andando e até sorrindo. Só temos que agradecer a Deus e à equipe que cuidou dela”, disse Maria José da Silva, filha da paciente. 

Além dos pacientes acometidos por AVC, também podem ser beneficiados pela técnica indivíduos submetidos a procedimentos de embolização que apresentem sequelas neurológicas, pessoas com importante fraqueza muscular, pacientes restritos ao leito ou com risco de atrofia muscular e aqueles que utilizam ventilação mecânica e possuem indicação clínica para o tratamento.

Henrique Veras destacou que os benefícios da eletroestimulação neurofuncional incluem o ganho e a manutenção da força muscular, o estímulo à neuroplasticidade, a facilitação do reaprendizado motor, o auxílio na recuperação da marcha, além da melhora do equilíbrio e da mobilidade. “Na prática, a técnica ajuda o paciente a recuperar movimentos e funções comprometidas por doenças neurológicas, cirurgias ou períodos prolongados de imobilização”, explicou. 

Para a equipe do serviço, a implantação do protocolo representa um importante avanço na assistência prestada aos pacientes neurológicos e em processo de reabilitação funcional. “Além de incorporar tecnologias terapêuticas modernas e baseadas em evidências científicas, a iniciativa fortalece a organização dos cuidados, estimula a recuperação precoce e reduz complicações associadas às sequelas neurológicas e à permanência prolongada no leito, promovendo maior independência funcional e qualidade de vida aos pacientes”, concluiu o coordenador de Fisioterapia do serviço.